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...o real e o poético se misturam no Jornalismo

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Estudante de Jornalismo em Multimeios da Universidade do Estado da Bahia.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Dama de Véu, ...com u

O primeiro dia encontrei-a num banco de concreto
Conversando com meu velho sobre um futuro incerto
De óculos de grau no seu rosto bem certo
E uma blusa azul. È patricinha decerto

Andando com uma pasta por um caminho bem reto
Com um grupo definido, ingênuo e modesto
Mais às vezes escapulindo para grupos dispersos
Cansada de fazer sempre o mesmo correto

Um toque deu-me num dia perverso
Na residência tem vaga escondido converso
Moradoras legais e gosto eclético
Você vai gostar disse-me ela bem perto

Parceira de reggae e de estudos conexos
Dancinhas esquisitas e quedas por certo
Agora se vai, num caminho convexo
Fazer seu futuro num mundo incerto



Verusa, essa é uma pequena homenagem que lhe faço por ter passado pela minha vida e por ajudar a fazer com que ela fosse preenchida com os melhores momentos que pude vivenciar. Continuo não te entendendo (risos) e continuo te respeitando, conservando a amizade... Deste modo, para mim, valeu a pena.
Felicidades e bons conhecimentos!!!!


Jacy Nunes
17 de Outubro de 2008

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Conversa com De Marco

Quando a professora sugeriu a leitura do texto de Jorge Larrosa e fazer um resumo sobre o mesmo, não imaginava que teria uma grande surpresa. Pensei! Vou ter que ler rápido para fazer este texto, afinal iria ter uma discussão no dia seguinte sobre o tema.
Ao começar minha leitura tudo o que havia planejado “tinha caído por terra”. Como fazer uma leitura em tão pouco tempo, rápida se o texto sugere o contrario?

A cada página, parágrafo lido fui me identificando com o chamado por Nietzsche de leitor moderno. Realmente vivo apressada, correndo contra o tempo para fazer todas as minhas atividades diárias, inclusive a dedicação a leitura. Mas não é isso que a modernidade impõem? Na própria universidade somos obrigados a ler rápido. Quando pegamos livros na biblioteca temos que entregar em três dias e eu necessito ler três vezes o mesmo capitulo para entender o conteúdo da obra. É claro que isso vai de pessoa para pessoa, afinal temos que nos conhecer, nos achar/avaliar a cada debruçada sobre um livro.

Voltando a Nietzsche, este defende uma leitura profunda, desprovida de qualquer conceito, ou seja, ele nos chama atenção para que, uma leitura seja proveitosa temos que ir a leitura sem qualquer idéia pré-concebida isenta de qualquer conceito para que assim possamos retirar algo que nos sirva, não que devemos achar que tudo o que esta num livro trate-se da verdade, do certo e do correto, mas em entender o significado do texto de acordo com o seu olhar, o seu entendimento, pois a compreensão de um texto irá depender de quem esta lendo. “Ser surdo a uma obra, mesmo que a tendo compreendido, supõe ter vivido outras experiências e, sobretudo ter outra disposição diferente daquela que a obra expressa”.(Jorge Larrosa).

È “bonito” trocar de carteirinha, em curto tempo, nas bibliotecas quando estão preenchidas, pois supõe-se que o usuário seja uma pessoa que gosta de ler, um sábio. Mas será que ele esta se encontrando nestas obras? Será que com o passar de alguns dias ele esqueça tudo o que leu, ou pior, esqueça que leu um certo livro? Difícil falar pelos outros é mais fácil entender este questionamentos quando nos avaliamos. Toda dificuldade que tive em fazer este texto foi justamente à falta de tempo para ler o texto de Larrosa. “Nietzsche desconfia de nós, os leitores modernos. Suspeita que não temos tempo” (Jorge Larrosa). Ao fazer uma leitura rápida, sem profundidade não é o mesmo que esta presente em uma aula e não ouvir o que a professor diz?

Paradoxo a isso encontrei um parágrafo no texto que me deixou confusa: Após um longo discurso no qual Larrosa aponta como Nietzsche avalia e questiona a leitura moderna ele -Larrosa/Nietzsche- diz para “jogar fora” todos os seus conceitos, a trair seus ensinamentos. Paro. Penso no que realmente Nietzsche quer com sua filosofia. Causar confusão em nossas mentes ou somos nos que não dispomos de inteligência o bastante para compreender os seus escritos e sua ideologia (se é que eu posso chamar assim)? Torna-se mais confuso ainda saber que Nietzsche escreveu para a geração do século XIX, momentos de grandes transformações históricas e ideológicas. Imagina o que ele escreveria para a geração do século XXI.
(Alguma data e mês de 2006)

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Indo ao desconhecido


Aventureiros, descobridores ou simplesmente curiosos. Assim saíram futuros jornalistas em busca de conhecimento nos ares pernambucanos. Primeira parada, depois de uma longa viagem regada a refrigerante limão (será só a limão?) e muita cantoria, no hotel localizado no centro de Recife, defronte ao hoje inutilizado rio Capibaribe. O rio gigantesco que antes era rico em alimentos e belo em sua natureza, hoje se encontra como um esgoto a céu aberto, enquanto projetos que prevêem sua revitalização correm pelas gavetas da nossa burocracia política.

Depois de realizadas às acomodações (meninas com meninas e meninos com meninos) e de um farto, mas popular, café da manhã, os desbravadores subiram novamente ao ônibus para uma nova viagem, desta vez não tão longa; conhecer o Jornal do Commercio localizado num bairro da cidade. Ao chegar na portaria da empresa de comunicação logo perceberam sua magnitude. Todas as categorias de comunicação pertencente ao grupo comunicacional mais antigo do Brasil presente num só lugar. Bastaram alguns minutos na portaria para que um funcionário do setor de marketing (que a narradora não se recorda do nome e quem lembrar pode acrescentar) viesse atende-los no intuito de acompanhar nossa viagem ao mundo da imaginação e da realidade. Imaginação pelo fato da TV e do Rádio exercer esse fascínio no seu público e realidade pelo fato do JC ser uma empresa de comunicação jornalística que trabalha com a realidade, características bem pontuadas pelo acompanhante de nome ignorado.

No Jornal do Commercio, os curiosos estudantes, puderam conhecer a Rádio Jornal, onde umas das alunas pôde dialogar com o locutor ao vivo durante uma entrevista com candidatos a prefeitura da capital de Pernambuco. Na redação da rádio se ouviu comentários como: fulano está de bom humor, deixou o povo toda entrar no estúdio. Olha como ele estar bonzinho? Bem ou mal humorado o fato é que o locutor anunciou a presença do grupo baiano na cidade, bem como conversou com alguns estudantes sobre a "mídia da emoção" conforme define e titula em seu livro a mídia radiofônica o autor Ciro César.

Após os 15 minutos de fama, o grupo andou pelo prédio bem organizado até à TV do grupo, denominada TV jornal. Lá pôde conhecer os equipamentos, a redação jornalística, lugar de elaboração das notícias exibidas na TV e nos estúdios de gravação dos telejornais, onde as estudantes aspirantes a âncoras de televisão tiraram fotografias na mesa dos apresentadores dos noticiários. Sentiram-se à vontade também para conhecer os estúdios dos programas de entretenimento como o programa Interativo, onde os estudantes simularam entre si como apresentadores e entrevistados diante de câmeras digitais, o programa Sabor da Gente, um programa de culinária apresentado pelo Chef Wellington com quem os alunos posaram diante do cenário doméstico. A curiosidade dos futuros jornalistas foi tamanha que houve perguntas feitas ao Chef como: "è você mesmo que faz a comida ou é ela"? Referindo-se à ajudante do apresentador.

Andando mais um pouco o grupo avista seu objeto de grande expectativa e motivo principal da viagem: conhecer o jornal impresso do Jornal do Commercio. Separado por editorias o JC impresso possui uma estrutura bem organizada e divida de atividades. Com um corpo de profissional formado por jornalistas, fotógrafos, produtores e estagiários o setor trabalha num ritmo acelerado o que encantou os visitantes ávidos pela notícia. E falando neles, após a entrada do grupo nessa vertente midiatica pôde perceber a relação de cada estudante com as editorias. Uns foram para a editoria de fotografia, outros para a de cultura, outros para de economia, outros para a de cidades, outros para o on-line. Todos eles encontrando em espaços diferentes o seu ambiente de trabalho de acordo com as suas afinidades. Conhecimento trocado, o grupo foi então conhecer a parte da confecção física do jornal, ou seja, o jornal como compramos nas bancas.

Uma sala grande e escura. No centro da enorme sala uma enorme máquina. A primeira impressão é que estavam diante de um filme de sessão cientifica. Todo o processo de produção do jornal impresso do Jornal do Commercio foi minuciosamente descrito pelo nosso acompanhante de identidade desconhecida do setor de marketing. O tamanho do papel para fazer o jornal não assustou tanto quanto o seu valor avaliado em mais de 10 mil reais cada rolo. Passando mais uma sala e se observa o deposito de jornais prontos para ser distribuídos à população. Extasiados com tanta descoberta e conhecimento sobre a recriação da realidade que são oferecidas todos os dias à sociedade, os alunos se despediram do Jornal do Commercio levando consigo a certeza de ter conhecido um grande empresa de comunicação que ao longo dos anos cresceu em sua magnitude e abrangência.

Próxima parada: Olinda e Tv Nordeste, mas isso fica para 2ª edição...

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

O passado e o presente

"Assim como em outras sociedades, os sacerdotes foram dotados de poder pelo seu saber divinatório e premonitório, a sociedade atual necessita da história para construir um presente diferente de seu outro, que é o passado. Necessita da história para conhecer o outro do passado, que uma vez morto, torna possível o mundo dos vivos." (DE DECCA)

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

A etnografia e a crônica da realidade

È uma metodologia de pesquisa com grupos culturais, que possibilita a descrição de fatos ou eventos menos previsíveis ou manifesto no contexto de uma comunidade. Investiga práticas sociais, culturais e contextos específicos identificando as interações sociais existentes. Através dessa metodologia, se dá a observação direta dos padrões e comportamentos humanos em seu modo de organização. Usando a metodologia etnográfica é possível costruir crônicas da realidade por meio de pesquisas documentais –livros, revistas e jornais- e pela história oral provenientes de entrevistas em profundidades com os povos de uma determinada sociedade. Assim a crônica da realidade pode se configuarar como um texto jornalístico, uma vez que, o narrador "vai à campo", investiga, estuda e contextualiza os assuntos e situações ocorridas configurando, desse modo, a crônica como uma vertente e uma maneira alternativa de praticar jornalismo.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Palavras de João do Rio

"Mas se um moço escritor viesse, nesse dia triste, pedir um conselho à minha trsiteza e ao meu desconsolado outono, eu lhe diria apenas: ama a tua arte sobre todas as coisas e tem a coragem, que eu não tive, de morrer de fome para não prostituir o meu talento". (João do Rio -Paulo Barreto).

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Oficina Leitura e Crítica da Mìdia



Alunos de 2º e 3º ano da Escola estadual Rui Barbosa (anexo), localizada em Maniçoba distrito de Juazeiro/BA, participaram no dia 02 de Setembro, da Oficina de leitura e crítica da mídia. Sendo uma extensão dos trabalhos de TCC de Verusa Pinho, do trabalho de conclusão de curso de Jacy Nunes e com o apoio de Micael Benaic, a idéia da oficina é preparar o público-alvo para uma análise e leitura das produções desenvolvidas pelas estudantes, no caso de Verusa um livro-reportagem sobre o distrito de Itaitu em Jacobina/BA e no caso do trabalho de jacy, um livro-reportagem-crônica sobre Juazeiro. A oficina possibilita também uma comprensão e reflexão sobre a maneira de como as mídias atuais informam a sociedade, alertando os participantes sobre a importância de cobrar dessas empresas de comunicação o dever de prestar um serviço de qualidade para o público com responsabilidade social e sobretudo com ética.