Quando a professora sugeriu a leitura do texto de Jorge Larrosa e fazer um resumo sobre o mesmo, não imaginava que teria uma grande surpresa. Pensei! Vou ter que ler rápido para fazer este texto, afinal iria ter uma discussão no dia seguinte sobre o tema.
Ao começar minha leitura tudo o que havia planejado “tinha caído por terra”. Como fazer uma leitura em tão pouco tempo, rápida se o texto sugere o contrario?
A cada página, parágrafo lido fui me identificando com o chamado por Nietzsche de leitor moderno. Realmente vivo apressada, correndo contra o tempo para fazer todas as minhas atividades diárias, inclusive a dedicação a leitura. Mas não é isso que a modernidade impõem? Na própria universidade somos obrigados a ler rápido. Quando pegamos livros na biblioteca temos que entregar em três dias e eu necessito ler três vezes o mesmo capitulo para entender o conteúdo da obra. É claro que isso vai de pessoa para pessoa, afinal temos que nos conhecer, nos achar/avaliar a cada debruçada sobre um livro.
Voltando a Nietzsche, este defende uma leitura profunda, desprovida de qualquer conceito, ou seja, ele nos chama atenção para que, uma leitura seja proveitosa temos que ir a leitura sem qualquer idéia pré-concebida isenta de qualquer conceito para que assim possamos retirar algo que nos sirva, não que devemos achar que tudo o que esta num livro trate-se da verdade, do certo e do correto, mas em entender o significado do texto de acordo com o seu olhar, o seu entendimento, pois a compreensão de um texto irá depender de quem esta lendo. “Ser surdo a uma obra, mesmo que a tendo compreendido, supõe ter vivido outras experiências e, sobretudo ter outra disposição diferente daquela que a obra expressa”.(Jorge Larrosa).
È “bonito” trocar de carteirinha, em curto tempo, nas bibliotecas quando estão preenchidas, pois supõe-se que o usuário seja uma pessoa que gosta de ler, um sábio. Mas será que ele esta se encontrando nestas obras? Será que com o passar de alguns dias ele esqueça tudo o que leu, ou pior, esqueça que leu um certo livro? Difícil falar pelos outros é mais fácil entender este questionamentos quando nos avaliamos. Toda dificuldade que tive em fazer este texto foi justamente à falta de tempo para ler o texto de Larrosa. “Nietzsche desconfia de nós, os leitores modernos. Suspeita que não temos tempo” (Jorge Larrosa). Ao fazer uma leitura rápida, sem profundidade não é o mesmo que esta presente em uma aula e não ouvir o que a professor diz?
Paradoxo a isso encontrei um parágrafo no texto que me deixou confusa: Após um longo discurso no qual Larrosa aponta como Nietzsche avalia e questiona a leitura moderna ele -Larrosa/Nietzsche- diz para “jogar fora” todos os seus conceitos, a trair seus ensinamentos. Paro. Penso no que realmente Nietzsche quer com sua filosofia. Causar confusão em nossas mentes ou somos nos que não dispomos de inteligência o bastante para compreender os seus escritos e sua ideologia (se é que eu posso chamar assim)? Torna-se mais confuso ainda saber que Nietzsche escreveu para a geração do século XIX, momentos de grandes transformações históricas e ideológicas. Imagina o que ele escreveria para a geração do século XXI.
Ao começar minha leitura tudo o que havia planejado “tinha caído por terra”. Como fazer uma leitura em tão pouco tempo, rápida se o texto sugere o contrario?
A cada página, parágrafo lido fui me identificando com o chamado por Nietzsche de leitor moderno. Realmente vivo apressada, correndo contra o tempo para fazer todas as minhas atividades diárias, inclusive a dedicação a leitura. Mas não é isso que a modernidade impõem? Na própria universidade somos obrigados a ler rápido. Quando pegamos livros na biblioteca temos que entregar em três dias e eu necessito ler três vezes o mesmo capitulo para entender o conteúdo da obra. É claro que isso vai de pessoa para pessoa, afinal temos que nos conhecer, nos achar/avaliar a cada debruçada sobre um livro.
Voltando a Nietzsche, este defende uma leitura profunda, desprovida de qualquer conceito, ou seja, ele nos chama atenção para que, uma leitura seja proveitosa temos que ir a leitura sem qualquer idéia pré-concebida isenta de qualquer conceito para que assim possamos retirar algo que nos sirva, não que devemos achar que tudo o que esta num livro trate-se da verdade, do certo e do correto, mas em entender o significado do texto de acordo com o seu olhar, o seu entendimento, pois a compreensão de um texto irá depender de quem esta lendo. “Ser surdo a uma obra, mesmo que a tendo compreendido, supõe ter vivido outras experiências e, sobretudo ter outra disposição diferente daquela que a obra expressa”.(Jorge Larrosa).
È “bonito” trocar de carteirinha, em curto tempo, nas bibliotecas quando estão preenchidas, pois supõe-se que o usuário seja uma pessoa que gosta de ler, um sábio. Mas será que ele esta se encontrando nestas obras? Será que com o passar de alguns dias ele esqueça tudo o que leu, ou pior, esqueça que leu um certo livro? Difícil falar pelos outros é mais fácil entender este questionamentos quando nos avaliamos. Toda dificuldade que tive em fazer este texto foi justamente à falta de tempo para ler o texto de Larrosa. “Nietzsche desconfia de nós, os leitores modernos. Suspeita que não temos tempo” (Jorge Larrosa). Ao fazer uma leitura rápida, sem profundidade não é o mesmo que esta presente em uma aula e não ouvir o que a professor diz?
Paradoxo a isso encontrei um parágrafo no texto que me deixou confusa: Após um longo discurso no qual Larrosa aponta como Nietzsche avalia e questiona a leitura moderna ele -Larrosa/Nietzsche- diz para “jogar fora” todos os seus conceitos, a trair seus ensinamentos. Paro. Penso no que realmente Nietzsche quer com sua filosofia. Causar confusão em nossas mentes ou somos nos que não dispomos de inteligência o bastante para compreender os seus escritos e sua ideologia (se é que eu posso chamar assim)? Torna-se mais confuso ainda saber que Nietzsche escreveu para a geração do século XIX, momentos de grandes transformações históricas e ideológicas. Imagina o que ele escreveria para a geração do século XXI.
(Alguma data e mês de 2006)


