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...o real e o poético se misturam no Jornalismo

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Estudante de Jornalismo em Multimeios da Universidade do Estado da Bahia.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Conversa com De Marco

Quando a professora sugeriu a leitura do texto de Jorge Larrosa e fazer um resumo sobre o mesmo, não imaginava que teria uma grande surpresa. Pensei! Vou ter que ler rápido para fazer este texto, afinal iria ter uma discussão no dia seguinte sobre o tema.
Ao começar minha leitura tudo o que havia planejado “tinha caído por terra”. Como fazer uma leitura em tão pouco tempo, rápida se o texto sugere o contrario?

A cada página, parágrafo lido fui me identificando com o chamado por Nietzsche de leitor moderno. Realmente vivo apressada, correndo contra o tempo para fazer todas as minhas atividades diárias, inclusive a dedicação a leitura. Mas não é isso que a modernidade impõem? Na própria universidade somos obrigados a ler rápido. Quando pegamos livros na biblioteca temos que entregar em três dias e eu necessito ler três vezes o mesmo capitulo para entender o conteúdo da obra. É claro que isso vai de pessoa para pessoa, afinal temos que nos conhecer, nos achar/avaliar a cada debruçada sobre um livro.

Voltando a Nietzsche, este defende uma leitura profunda, desprovida de qualquer conceito, ou seja, ele nos chama atenção para que, uma leitura seja proveitosa temos que ir a leitura sem qualquer idéia pré-concebida isenta de qualquer conceito para que assim possamos retirar algo que nos sirva, não que devemos achar que tudo o que esta num livro trate-se da verdade, do certo e do correto, mas em entender o significado do texto de acordo com o seu olhar, o seu entendimento, pois a compreensão de um texto irá depender de quem esta lendo. “Ser surdo a uma obra, mesmo que a tendo compreendido, supõe ter vivido outras experiências e, sobretudo ter outra disposição diferente daquela que a obra expressa”.(Jorge Larrosa).

È “bonito” trocar de carteirinha, em curto tempo, nas bibliotecas quando estão preenchidas, pois supõe-se que o usuário seja uma pessoa que gosta de ler, um sábio. Mas será que ele esta se encontrando nestas obras? Será que com o passar de alguns dias ele esqueça tudo o que leu, ou pior, esqueça que leu um certo livro? Difícil falar pelos outros é mais fácil entender este questionamentos quando nos avaliamos. Toda dificuldade que tive em fazer este texto foi justamente à falta de tempo para ler o texto de Larrosa. “Nietzsche desconfia de nós, os leitores modernos. Suspeita que não temos tempo” (Jorge Larrosa). Ao fazer uma leitura rápida, sem profundidade não é o mesmo que esta presente em uma aula e não ouvir o que a professor diz?

Paradoxo a isso encontrei um parágrafo no texto que me deixou confusa: Após um longo discurso no qual Larrosa aponta como Nietzsche avalia e questiona a leitura moderna ele -Larrosa/Nietzsche- diz para “jogar fora” todos os seus conceitos, a trair seus ensinamentos. Paro. Penso no que realmente Nietzsche quer com sua filosofia. Causar confusão em nossas mentes ou somos nos que não dispomos de inteligência o bastante para compreender os seus escritos e sua ideologia (se é que eu posso chamar assim)? Torna-se mais confuso ainda saber que Nietzsche escreveu para a geração do século XIX, momentos de grandes transformações históricas e ideológicas. Imagina o que ele escreveria para a geração do século XXI.
(Alguma data e mês de 2006)

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Indo ao desconhecido


Aventureiros, descobridores ou simplesmente curiosos. Assim saíram futuros jornalistas em busca de conhecimento nos ares pernambucanos. Primeira parada, depois de uma longa viagem regada a refrigerante limão (será só a limão?) e muita cantoria, no hotel localizado no centro de Recife, defronte ao hoje inutilizado rio Capibaribe. O rio gigantesco que antes era rico em alimentos e belo em sua natureza, hoje se encontra como um esgoto a céu aberto, enquanto projetos que prevêem sua revitalização correm pelas gavetas da nossa burocracia política.

Depois de realizadas às acomodações (meninas com meninas e meninos com meninos) e de um farto, mas popular, café da manhã, os desbravadores subiram novamente ao ônibus para uma nova viagem, desta vez não tão longa; conhecer o Jornal do Commercio localizado num bairro da cidade. Ao chegar na portaria da empresa de comunicação logo perceberam sua magnitude. Todas as categorias de comunicação pertencente ao grupo comunicacional mais antigo do Brasil presente num só lugar. Bastaram alguns minutos na portaria para que um funcionário do setor de marketing (que a narradora não se recorda do nome e quem lembrar pode acrescentar) viesse atende-los no intuito de acompanhar nossa viagem ao mundo da imaginação e da realidade. Imaginação pelo fato da TV e do Rádio exercer esse fascínio no seu público e realidade pelo fato do JC ser uma empresa de comunicação jornalística que trabalha com a realidade, características bem pontuadas pelo acompanhante de nome ignorado.

No Jornal do Commercio, os curiosos estudantes, puderam conhecer a Rádio Jornal, onde umas das alunas pôde dialogar com o locutor ao vivo durante uma entrevista com candidatos a prefeitura da capital de Pernambuco. Na redação da rádio se ouviu comentários como: fulano está de bom humor, deixou o povo toda entrar no estúdio. Olha como ele estar bonzinho? Bem ou mal humorado o fato é que o locutor anunciou a presença do grupo baiano na cidade, bem como conversou com alguns estudantes sobre a "mídia da emoção" conforme define e titula em seu livro a mídia radiofônica o autor Ciro César.

Após os 15 minutos de fama, o grupo andou pelo prédio bem organizado até à TV do grupo, denominada TV jornal. Lá pôde conhecer os equipamentos, a redação jornalística, lugar de elaboração das notícias exibidas na TV e nos estúdios de gravação dos telejornais, onde as estudantes aspirantes a âncoras de televisão tiraram fotografias na mesa dos apresentadores dos noticiários. Sentiram-se à vontade também para conhecer os estúdios dos programas de entretenimento como o programa Interativo, onde os estudantes simularam entre si como apresentadores e entrevistados diante de câmeras digitais, o programa Sabor da Gente, um programa de culinária apresentado pelo Chef Wellington com quem os alunos posaram diante do cenário doméstico. A curiosidade dos futuros jornalistas foi tamanha que houve perguntas feitas ao Chef como: "è você mesmo que faz a comida ou é ela"? Referindo-se à ajudante do apresentador.

Andando mais um pouco o grupo avista seu objeto de grande expectativa e motivo principal da viagem: conhecer o jornal impresso do Jornal do Commercio. Separado por editorias o JC impresso possui uma estrutura bem organizada e divida de atividades. Com um corpo de profissional formado por jornalistas, fotógrafos, produtores e estagiários o setor trabalha num ritmo acelerado o que encantou os visitantes ávidos pela notícia. E falando neles, após a entrada do grupo nessa vertente midiatica pôde perceber a relação de cada estudante com as editorias. Uns foram para a editoria de fotografia, outros para a de cultura, outros para de economia, outros para a de cidades, outros para o on-line. Todos eles encontrando em espaços diferentes o seu ambiente de trabalho de acordo com as suas afinidades. Conhecimento trocado, o grupo foi então conhecer a parte da confecção física do jornal, ou seja, o jornal como compramos nas bancas.

Uma sala grande e escura. No centro da enorme sala uma enorme máquina. A primeira impressão é que estavam diante de um filme de sessão cientifica. Todo o processo de produção do jornal impresso do Jornal do Commercio foi minuciosamente descrito pelo nosso acompanhante de identidade desconhecida do setor de marketing. O tamanho do papel para fazer o jornal não assustou tanto quanto o seu valor avaliado em mais de 10 mil reais cada rolo. Passando mais uma sala e se observa o deposito de jornais prontos para ser distribuídos à população. Extasiados com tanta descoberta e conhecimento sobre a recriação da realidade que são oferecidas todos os dias à sociedade, os alunos se despediram do Jornal do Commercio levando consigo a certeza de ter conhecido um grande empresa de comunicação que ao longo dos anos cresceu em sua magnitude e abrangência.

Próxima parada: Olinda e Tv Nordeste, mas isso fica para 2ª edição...

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

O passado e o presente

"Assim como em outras sociedades, os sacerdotes foram dotados de poder pelo seu saber divinatório e premonitório, a sociedade atual necessita da história para construir um presente diferente de seu outro, que é o passado. Necessita da história para conhecer o outro do passado, que uma vez morto, torna possível o mundo dos vivos." (DE DECCA)

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

A etnografia e a crônica da realidade

È uma metodologia de pesquisa com grupos culturais, que possibilita a descrição de fatos ou eventos menos previsíveis ou manifesto no contexto de uma comunidade. Investiga práticas sociais, culturais e contextos específicos identificando as interações sociais existentes. Através dessa metodologia, se dá a observação direta dos padrões e comportamentos humanos em seu modo de organização. Usando a metodologia etnográfica é possível costruir crônicas da realidade por meio de pesquisas documentais –livros, revistas e jornais- e pela história oral provenientes de entrevistas em profundidades com os povos de uma determinada sociedade. Assim a crônica da realidade pode se configuarar como um texto jornalístico, uma vez que, o narrador "vai à campo", investiga, estuda e contextualiza os assuntos e situações ocorridas configurando, desse modo, a crônica como uma vertente e uma maneira alternativa de praticar jornalismo.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Palavras de João do Rio

"Mas se um moço escritor viesse, nesse dia triste, pedir um conselho à minha trsiteza e ao meu desconsolado outono, eu lhe diria apenas: ama a tua arte sobre todas as coisas e tem a coragem, que eu não tive, de morrer de fome para não prostituir o meu talento". (João do Rio -Paulo Barreto).

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Oficina Leitura e Crítica da Mìdia



Alunos de 2º e 3º ano da Escola estadual Rui Barbosa (anexo), localizada em Maniçoba distrito de Juazeiro/BA, participaram no dia 02 de Setembro, da Oficina de leitura e crítica da mídia. Sendo uma extensão dos trabalhos de TCC de Verusa Pinho, do trabalho de conclusão de curso de Jacy Nunes e com o apoio de Micael Benaic, a idéia da oficina é preparar o público-alvo para uma análise e leitura das produções desenvolvidas pelas estudantes, no caso de Verusa um livro-reportagem sobre o distrito de Itaitu em Jacobina/BA e no caso do trabalho de jacy, um livro-reportagem-crônica sobre Juazeiro. A oficina possibilita também uma comprensão e reflexão sobre a maneira de como as mídias atuais informam a sociedade, alertando os participantes sobre a importância de cobrar dessas empresas de comunicação o dever de prestar um serviço de qualidade para o público com responsabilidade social e sobretudo com ética.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Um momento, segundo as crônicas

Um dos gêneros de destaque do jornalismo literário seria a crônica, dotada de “autonomia estético-estilística” segundo Neiva (2005). Ligada inicialmente à concepção de tempo, a etimologia da palavra permite uma associação ao contexto histórico dos fatos, sentido cronológico da narrativa. A carta de Pero Vaz de Caminha é um exemplo do gênero que concedeu aos escritores espaço na imprensa diária e periódica, por meio de textos ricos em linguagem.

“A crônica começou a ilustrar as incertezas, angústias e as inquietações do homem num ambiente urbano que refletia os sintomas de uma sociedade capitalista, seduzida pelo consumo e pela fugacidade da vida moderna” (NEIVA, p.4,2005).

A crônica passaria, então, a possibilitar variadas interpretações, do denotativo ao conotativo, como diria o semiologista Roland Barthes (1990). Para ele, “não há imagem adâmica, o processo de conotação é constitutivo de qualquer imagem” (apud JOLY,1993, p. 83). Interligar texto e imagem é uma tentativa realizada por teóricos diversos. Roland Barthes (1990), por exemplo, afirma que existe uma unidade de interpretação com níveis distintos de entendimento, que vão do mais inconsciente à reflexão. Blikstein (2003) utilizaria os termos percepção x cognição, para caracterizar a relação que desenvolvemos com o mundo repleto de signos, representações e códigos criados socialmente.

Mundo Atual

Sociedade egocêntrica
Individualismo social
Direitos restringidos
Violência geral

Inteligência violada
Corrente mental
Saber proibido
Verdade mortal

Cores apagadas
Preconceito moral
Diferenças punidas
Racismo normal

Segredo conhecido
Amizade do mal
Valores perdidos
Perfil plural

04/05/2008

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Serviço e Comunidade

A imprensa se configura como um serviço para a comunidade com deveres que determinam a responsabilidade social de informar o cidadão, visto que, antes de ser um produto de consumo e de entretenimento, os meios de comunicação deve ser um serviço público para a sociedade. A imprensa, deste modo, deve passar as informações para a sociedade possibilitando que esta seja informada com elementos que favoreçam a leitura crítica dos conteúdos noticiados.
Todos nos somos comunicadores, e como tal, não devemos só receber informações, devemos fazê-las, principalmente, quando as notícias veiculadas pelas mídias não condizem com a realidade dos acontecimentos, ou seja, quando a imprensa noticia algo que não é verdade. Quando isso ocorre, entra à interferência do meio social, isso é dos telespectadores/ouvintes/leitores, através dos espaços destinados ao público (telefone, e-mail, espaço do leitor, fale conosco).
Dessa forma, a sociedade irá cobrar posturas dos meios de comunicações como dos jornais impressos e televisivos. Mas para isso deve ter acompanhamentos de diversas mídias (jornais, TV, programa de rádio, blog e site de notícias). Só assim a sociedade poderá ter voz nas mídias.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Fazendo uma Mídia democrática

Em um texto, de Luiz Martins da Silva e Fernando Paulino, publicado no observatório de imprensa, chamado Em nome da Responsabilidade Social da Mídia, discute o projeto de pesquisa da universidade de Brasília (UNB), SOS - imprensa que se configura como um serviço para a construção de uma mídia melhor, mais cidadã e com responsabilidade social, visto que antes de ser um produto de consumo, a mídia deve ser um serviço público para a sociedade.
Criado em 1996, o projeto, busca trabalhar três pilares de conceitos. O primeiro relacionado aos erros e abusos da imprensa devido a comportamentos anti-éticos dos profissionais que vitimam pessoas civis, publicas e jurídicas e toda a sociedade, gerando dano moral coletivo, um exemplo disso foi o comentado programa do SBT, Domingo Legal apresentado por Augusto Liberato que vinculou uma suposta entrevista com os integrantes do PCC. O segundo conceito trabalhado pelos pesquisadores é a utilidade necessária da mídia para o interesse público e cidadão, onde a imprensa representa uma instância de recurso à sociedade para lhe dar voz, nesses casos podemos citar exemplos de comunicados de representantes políticos ao povo de sua nação. E o terceiro conceito é a liberdade de expressão que está em risco, quando jornalista, comunicadores e empresas da mídia são vitimados pelo fato de divulgar e informar algo que prejudiquem a imagem de seus agressores, nesses casos pode citar o caso Tim Lopes e os jornalistas presos, torturados e assassinados durante as guerras.
Trabalhando com o que os autores chamam de 5Rs; o projeto busca discutir maneiras de comportamentos e de posturas dos profissionais da mídia, como: Retificação, quando a imprensa comete pequenos erros mais que devem ser corrigidos; Retratação quando por solicitação das pessoas prejudicadas ou por iniciativa dos autores dos erros, há mais do que um simples ‘erramos’, há uma reconhecida e notória retratação e, por vezes, claramente um pedido de desculpas; Replica, quando mais do que reconhecer um erro, a imprensa concede, consensualmente, espaço às pessoas prejudicadas, para que façam os seus esclarecimentos ou exerçam o direito ao contraditório; Resposta, quando nenhum dos três primeiros Rs funcionou, consensualmente, o jeito é procurar, por meios jurídicos, que se faça justiça e, esta, em sendo feita, exige resposta de autoria do próprio ofendido, no mesmo espaço e ilustração ocupado pela ofensa; e Reparação por danos morais ou materiais, ou os dois, conjuntamente – quando o direito de resposta não foi suficiente, pois, por vezes, além de se ter que reparar a ofensa, sob a forma de versão caluniosa, os caluniados comprovam e fazem jus a reparações de prejuízos que amargaram, sejam em se tratando de decoro-reputação-inocência, sejam em termos de conseqüências materiais.
O SOS – imprensa contribui deste modo para a democratização das empresas de comunicação onde a mídia deixa de favorecer somente aos interesses políticos e das elites, abrindo espaço para que a sociedade e seus costumes tenham fala no mass média. Como espaço público e plural, a mídia amplia deste modo à chance de todos participarem dela, opinando e defendendo-se, e não somente sendo orientada e atendida, mas construindo juntos á cidadania. Deste modo, a Educação, Cidadania e jornalismo caminham junto a uma mídia democrática e de todos.