Um dos gêneros de destaque do jornalismo literário seria a crônica, dotada de “autonomia estético-estilística” segundo Neiva (2005). Ligada inicialmente à concepção de tempo, a etimologia da palavra permite uma associação ao contexto histórico dos fatos, sentido cronológico da narrativa. A carta de Pero Vaz de Caminha é um exemplo do gênero que concedeu aos escritores espaço na imprensa diária e periódica, por meio de textos ricos em linguagem.
“A crônica começou a ilustrar as incertezas, angústias e as inquietações do homem num ambiente urbano que refletia os sintomas de uma sociedade capitalista, seduzida pelo consumo e pela fugacidade da vida moderna” (NEIVA, p.4,2005).
A crônica passaria, então, a possibilitar variadas interpretações, do denotativo ao conotativo, como diria o semiologista Roland Barthes (1990). Para ele, “não há imagem adâmica, o processo de conotação é constitutivo de qualquer imagem” (apud JOLY,1993, p. 83). Interligar texto e imagem é uma tentativa realizada por teóricos diversos. Roland Barthes (1990), por exemplo, afirma que existe uma unidade de interpretação com níveis distintos de entendimento, que vão do mais inconsciente à reflexão. Blikstein (2003) utilizaria os termos percepção x cognição, para caracterizar a relação que desenvolvemos com o mundo repleto de signos, representações e códigos criados socialmente.
“A crônica começou a ilustrar as incertezas, angústias e as inquietações do homem num ambiente urbano que refletia os sintomas de uma sociedade capitalista, seduzida pelo consumo e pela fugacidade da vida moderna” (NEIVA, p.4,2005).
A crônica passaria, então, a possibilitar variadas interpretações, do denotativo ao conotativo, como diria o semiologista Roland Barthes (1990). Para ele, “não há imagem adâmica, o processo de conotação é constitutivo de qualquer imagem” (apud JOLY,1993, p. 83). Interligar texto e imagem é uma tentativa realizada por teóricos diversos. Roland Barthes (1990), por exemplo, afirma que existe uma unidade de interpretação com níveis distintos de entendimento, que vão do mais inconsciente à reflexão. Blikstein (2003) utilizaria os termos percepção x cognição, para caracterizar a relação que desenvolvemos com o mundo repleto de signos, representações e códigos criados socialmente.

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