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Estudante de Jornalismo em Multimeios da Universidade do Estado da Bahia.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Indo ao desconhecido


Aventureiros, descobridores ou simplesmente curiosos. Assim saíram futuros jornalistas em busca de conhecimento nos ares pernambucanos. Primeira parada, depois de uma longa viagem regada a refrigerante limão (será só a limão?) e muita cantoria, no hotel localizado no centro de Recife, defronte ao hoje inutilizado rio Capibaribe. O rio gigantesco que antes era rico em alimentos e belo em sua natureza, hoje se encontra como um esgoto a céu aberto, enquanto projetos que prevêem sua revitalização correm pelas gavetas da nossa burocracia política.

Depois de realizadas às acomodações (meninas com meninas e meninos com meninos) e de um farto, mas popular, café da manhã, os desbravadores subiram novamente ao ônibus para uma nova viagem, desta vez não tão longa; conhecer o Jornal do Commercio localizado num bairro da cidade. Ao chegar na portaria da empresa de comunicação logo perceberam sua magnitude. Todas as categorias de comunicação pertencente ao grupo comunicacional mais antigo do Brasil presente num só lugar. Bastaram alguns minutos na portaria para que um funcionário do setor de marketing (que a narradora não se recorda do nome e quem lembrar pode acrescentar) viesse atende-los no intuito de acompanhar nossa viagem ao mundo da imaginação e da realidade. Imaginação pelo fato da TV e do Rádio exercer esse fascínio no seu público e realidade pelo fato do JC ser uma empresa de comunicação jornalística que trabalha com a realidade, características bem pontuadas pelo acompanhante de nome ignorado.

No Jornal do Commercio, os curiosos estudantes, puderam conhecer a Rádio Jornal, onde umas das alunas pôde dialogar com o locutor ao vivo durante uma entrevista com candidatos a prefeitura da capital de Pernambuco. Na redação da rádio se ouviu comentários como: fulano está de bom humor, deixou o povo toda entrar no estúdio. Olha como ele estar bonzinho? Bem ou mal humorado o fato é que o locutor anunciou a presença do grupo baiano na cidade, bem como conversou com alguns estudantes sobre a "mídia da emoção" conforme define e titula em seu livro a mídia radiofônica o autor Ciro César.

Após os 15 minutos de fama, o grupo andou pelo prédio bem organizado até à TV do grupo, denominada TV jornal. Lá pôde conhecer os equipamentos, a redação jornalística, lugar de elaboração das notícias exibidas na TV e nos estúdios de gravação dos telejornais, onde as estudantes aspirantes a âncoras de televisão tiraram fotografias na mesa dos apresentadores dos noticiários. Sentiram-se à vontade também para conhecer os estúdios dos programas de entretenimento como o programa Interativo, onde os estudantes simularam entre si como apresentadores e entrevistados diante de câmeras digitais, o programa Sabor da Gente, um programa de culinária apresentado pelo Chef Wellington com quem os alunos posaram diante do cenário doméstico. A curiosidade dos futuros jornalistas foi tamanha que houve perguntas feitas ao Chef como: "è você mesmo que faz a comida ou é ela"? Referindo-se à ajudante do apresentador.

Andando mais um pouco o grupo avista seu objeto de grande expectativa e motivo principal da viagem: conhecer o jornal impresso do Jornal do Commercio. Separado por editorias o JC impresso possui uma estrutura bem organizada e divida de atividades. Com um corpo de profissional formado por jornalistas, fotógrafos, produtores e estagiários o setor trabalha num ritmo acelerado o que encantou os visitantes ávidos pela notícia. E falando neles, após a entrada do grupo nessa vertente midiatica pôde perceber a relação de cada estudante com as editorias. Uns foram para a editoria de fotografia, outros para a de cultura, outros para de economia, outros para a de cidades, outros para o on-line. Todos eles encontrando em espaços diferentes o seu ambiente de trabalho de acordo com as suas afinidades. Conhecimento trocado, o grupo foi então conhecer a parte da confecção física do jornal, ou seja, o jornal como compramos nas bancas.

Uma sala grande e escura. No centro da enorme sala uma enorme máquina. A primeira impressão é que estavam diante de um filme de sessão cientifica. Todo o processo de produção do jornal impresso do Jornal do Commercio foi minuciosamente descrito pelo nosso acompanhante de identidade desconhecida do setor de marketing. O tamanho do papel para fazer o jornal não assustou tanto quanto o seu valor avaliado em mais de 10 mil reais cada rolo. Passando mais uma sala e se observa o deposito de jornais prontos para ser distribuídos à população. Extasiados com tanta descoberta e conhecimento sobre a recriação da realidade que são oferecidas todos os dias à sociedade, os alunos se despediram do Jornal do Commercio levando consigo a certeza de ter conhecido um grande empresa de comunicação que ao longo dos anos cresceu em sua magnitude e abrangência.

Próxima parada: Olinda e Tv Nordeste, mas isso fica para 2ª edição...

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