Em um texto, de Luiz Martins da Silva e Fernando Paulino, publicado no observatório de imprensa, chamado Em nome da Responsabilidade Social da Mídia, discute o projeto de pesquisa da universidade de Brasília (UNB), SOS - imprensa que se configura como um serviço para a construção de uma mídia melhor, mais cidadã e com responsabilidade social, visto que antes de ser um produto de consumo, a mídia deve ser um serviço público para a sociedade.
Criado em 1996, o projeto, busca trabalhar três pilares de conceitos. O primeiro relacionado aos erros e abusos da imprensa devido a comportamentos anti-éticos dos profissionais que vitimam pessoas civis, publicas e jurídicas e toda a sociedade, gerando dano moral coletivo, um exemplo disso foi o comentado programa do SBT, Domingo Legal apresentado por Augusto Liberato que vinculou uma suposta entrevista com os integrantes do PCC. O segundo conceito trabalhado pelos pesquisadores é a utilidade necessária da mídia para o interesse público e cidadão, onde a imprensa representa uma instância de recurso à sociedade para lhe dar voz, nesses casos podemos citar exemplos de comunicados de representantes políticos ao povo de sua nação. E o terceiro conceito é a liberdade de expressão que está em risco, quando jornalista, comunicadores e empresas da mídia são vitimados pelo fato de divulgar e informar algo que prejudiquem a imagem de seus agressores, nesses casos pode citar o caso Tim Lopes e os jornalistas presos, torturados e assassinados durante as guerras.
Trabalhando com o que os autores chamam de 5Rs; o projeto busca discutir maneiras de comportamentos e de posturas dos profissionais da mídia, como: Retificação, quando a imprensa comete pequenos erros mais que devem ser corrigidos; Retratação quando por solicitação das pessoas prejudicadas ou por iniciativa dos autores dos erros, há mais do que um simples ‘erramos’, há uma reconhecida e notória retratação e, por vezes, claramente um pedido de desculpas; Replica, quando mais do que reconhecer um erro, a imprensa concede, consensualmente, espaço às pessoas prejudicadas, para que façam os seus esclarecimentos ou exerçam o direito ao contraditório; Resposta, quando nenhum dos três primeiros Rs funcionou, consensualmente, o jeito é procurar, por meios jurídicos, que se faça justiça e, esta, em sendo feita, exige resposta de autoria do próprio ofendido, no mesmo espaço e ilustração ocupado pela ofensa; e Reparação por danos morais ou materiais, ou os dois, conjuntamente – quando o direito de resposta não foi suficiente, pois, por vezes, além de se ter que reparar a ofensa, sob a forma de versão caluniosa, os caluniados comprovam e fazem jus a reparações de prejuízos que amargaram, sejam em se tratando de decoro-reputação-inocência, sejam em termos de conseqüências materiais.
O SOS – imprensa contribui deste modo para a democratização das empresas de comunicação onde a mídia deixa de favorecer somente aos interesses políticos e das elites, abrindo espaço para que a sociedade e seus costumes tenham fala no mass média. Como espaço público e plural, a mídia amplia deste modo à chance de todos participarem dela, opinando e defendendo-se, e não somente sendo orientada e atendida, mas construindo juntos á cidadania. Deste modo, a Educação, Cidadania e jornalismo caminham junto a uma mídia democrática e de todos.
O SOS – imprensa contribui deste modo para a democratização das empresas de comunicação onde a mídia deixa de favorecer somente aos interesses políticos e das elites, abrindo espaço para que a sociedade e seus costumes tenham fala no mass média. Como espaço público e plural, a mídia amplia deste modo à chance de todos participarem dela, opinando e defendendo-se, e não somente sendo orientada e atendida, mas construindo juntos á cidadania. Deste modo, a Educação, Cidadania e jornalismo caminham junto a uma mídia democrática e de todos.

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